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Par: OS Retratos de ÀṢẸ

by Tilo Plöger
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Book cover type: Paperback
  • ISBN13: 9798197776365
  • Binding: Paperback
  • Subject: N/A
  • Publisher: Independently Published
  • Publisher Imprint: Independently Published
  • Publication Date:
  • Pages: 210
  • Original Price: GBP 7.46
  • Language: Portuguese
  • Edition: N/A
  • Item Weight: 286 grams
  • BISAC Subject(s): Caribbean & Latin American

Uma fic��o liter�ria contempor�nea sobre amizade, escola, alegria, regras, pertencimento e o momento em que um jogo deixa de ser apenas um jogo.

PAR � o Livro 15 de OS RETRATOS DE �ṢẸ, uma s�rie de fic��o liter�ria urbana em que objetos, espa�os, marcas e gestos cotidianos revelam as press�es silenciosas que moldam uma vida.

Neste volume, duas adolescentes inventam um jogo no p�tio da escola.

Come�a com giz no asfalto. Uma linha branca. Um X quase apagado. Duas amigas observando como tudo ao redor parece organizado em pares: estudantes, professores, carteiras, grupos, hor�rios, olhares, exclus�es. A princ�pio, PAR � apenas uma brincadeira. Uma forma de transformar o intervalo em tabuleiro. Uma tentativa de fazer o dia parecer menos imposto.

Mas a escola percebe.

O que nasceu como alegria vira "atividade n�o estruturada". O que parecia coragem vira "intera��o entre pares". O que era jogo vira relat�rio, acompanhamento, reuni�o, diretriz, programa. As meninas escrevem regras para proteger o que criaram: nenhuma tarefa que fa�a algu�m parecer menor; pontos por alegria, n�o por humilha��o; as pessoas podem dizer n�o; n�o h� vencedores. Se funcionar, mais pessoas sentem que existem.

Aos poucos, por�m, o jogo come�a a mudar. A escola tenta absorv�-lo. Os colegas tentam copi�-lo. As regras ganham vers�es oficiais e vers�es secretas. A alegria, que parecia leve, come�a a exigir defesa. E aquilo que deveria libertar pode tamb�m come�ar a ordenar, dividir, pontuar, exigir sacrif�cios.

PAR acompanha essa transforma��o com uma linguagem �gil, �ntima e profundamente precisa. A tens�o do romance n�o nasce de grandes acontecimentos, mas de pequenos gestos escolares: um relat�rio dobrado dentro do caderno, uma pasta vermelha, uma convoca��o da orientadora, uma regra escrita em guardanapo, uma dupla formada no �nibus, um aluno que se move de lugar, uma frase que muda quando passa pela linguagem dos adultos.

A pergunta central do livro � delicada e feroz: o que sacrificamos quando abandonamos a alegria para sermos considerados funcionais?

Sem sentimentalismo adolescente e sem transformar a escola em caricatura, PAR constr�i um retrato psicol�gico de amizade, inven��o e controle institucional. O p�tio, a sala de aula, o �nibus, o portal escolar, a cantina, a escadaria e os documentos da dire��o n�o s�o apenas cen�rio. S�o dispositivos de forma��o. A escola ensina regras. As meninas respondem com outras regras. E, entre uma coisa e outra, nasce algo que parece jogo, manifesto, feiti�o e perigo.

Por baixo da superf�cie, o romance dialoga discretamente com �ṣ� e com a presen�a dos �bej� - duplicidade, inf�ncia, jogo, espelho, alegria, paridade e sacrif�cio. Ainda assim, n�o � necess�rio conhecer If�, Orix�s ou tradi��es yor�b� para ler o livro. A camada espiritual permanece como press�o narrativa: no par que se forma, no espelho entre duas amigas, no jogo que se multiplica, na pergunta sobre o que acontece quando a alegria precisa se tornar regra para sobreviver.

Para leitores de fic��o liter�ria contempor�nea, romances psicol�gicos, narrativas urbanas, hist�rias sobre escola, adolesc�ncia, amizade, regras, pertencimento, controle institucional, criatividade, alegria, rebeldia discreta e a forma��o de pequenas comunidades dentro de sistemas que tentam administr�-las.

PAR � um romance sobre brincar.

E sobre o instante em que uma brincadeira come�a a exigir f�.

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